Tudo indicava que o LCD fosse morrer aos poucos e dar lugar ao OLED, tecnologia que garante telas mais leves, finas e resistentes em toda sorte de aparelhos, de smartphone a televisão. Mas o LCD não só está resistindo firme como está com uma imagem cada vez melhor. Ao mesmo tempo, os principais fabricantes de OLED, de espessura semelhante à de um cartão de crédito, vêm tendo dificuldades para baratear a tecnologia e produzi-la em massa.
Samsung Electronics e LG Electronics, líderes no segmento OLED, este ano apresentaram televisores OLED com telas de 55 polegadas, mas o preço de US$ 10 mil --10 vezes superior ao do LCD-- impede os aparelhos de se. As telas OLED, usadas nos smartphones Galaxy S e Note, apareceram como sucessoras do LCD em todo os tipos de produtos eletrônicos. Além de consumirem menos energia e terem imagens de maior contraste que as de LCD, tornam os celulares do futuro praticante inquebráveis, porque são finas e maleáveis como um papel.
No entanto, fabricantes de OLED --como a Samsung Display e a LG Display-- ainda não resolveram os principais desafios tecnológicos para reduzir de custos e assim concorrer melhor contra o LCD. A tecnologia LCD, presente em 90% dos televisores, continua a evoluir e não mostra sinal de que deixará a briga pelo posto de padrão mundial. Isso acontece menos de uma década após praticamente ter liquidado as telas de plasma.
"O OLED ainda tem um longo caminho à frente para se popularizar, já que precisa ficar maior e melhorar a imagem", opiniou Chung Won-seok, analista da HI Investment & Securities. "O uso de OLED continuará limitado às telas de pequeno porte por mais três anos, pelo menos. A presença em televisores de preço acessível só será possível de 2014 em diante, mas mesmo assim haverá o risco de acirrada concorrência com LCD, tecnologia que continua a melhorar", acrescentou.
A consultoria DisplaySearch prevê que serão precisos mais quatro anos para que o OLED tenha 10% do mercado mundial de telas.
Guerra de pixels
As telas LCD agora oferecem maior qualidade de imagem - até quatro vezes superior à das telas OLED - e consumo mais baixo de energia, o que gera grande demanda de parte dos fabricantes de smartphones e tablets. A Apple mudou os padrões do mercado ao adotar telas de resolução mais alta no iPhone e iPad, que continuam a ser a referência de LCD no mercado e obrigaram os concorrentes a melhorar as respectivas telas.
Analistas da Macquarie preveem que a Apple adotará telas de alta resolução no MacBook Air e no iMac no ano que vem, acelerando a adoção de telas superiores no setor. "É só questão de tempo até que fabricantes de notebooks de primeira linha, como a Sony, Toshiba e Samsung, adotem telas de alta resolução para concorrer com o MacBook", escreveu Henry Kim, analista da Macquarie, em recente nota a clientes.
Os concorrentes estão atentos: a HTC lançou o smartphone Droid DNA com uma tela de 440 ppi, a mais nítida de um produto desse tipo, bem superior aos 330 ppi do iPad e aos 326 ppi do iPhone 5. O Samsung Galaxy S III tem tela OLED com resolução de 306 ppi.
"A guerra dos pixels é excelente para os fabricantes de LCD", disse Kim Byung-ki, analista da Kiwon Securities. "Fabricantes como a LG Display, Samsung, Sharp, AU Optronics e Chimei (Innolux) vão todos se voltar para produtos de maior qualidade, e isso restringirá a oferta e elevará a lucratividade", acrescentou.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Abrir Facebook no trabalho pode ser crime nos Estados Unidos
Abrir o Facebook no trabalho pode ser um crime nos Estados Unidos. É isso que argumentam dois professores de Direito da Boston College em artigo publicado na American Business Law Journal. As informações são do Mashable.
Isso porque há, nos EUA, uma legislação de 1986 que é muito vaga para as tecnologias atuais e pode ser interpretada dessa forma. O CFAA (Ato contra abuso e fraude em computador, em tradução livre) foi inicialmente criado para punir hackers, mas não foi atualizado nas últimas duas décadas e meia.
Escrito antes mesmo da HTTP e da web, o texto diz que é crime "acessar um computador sem autorização, ou ultrapassar o limite autorizado de acesso (...) em um computador protegido". Por "computador protegido" a lei entende qualquer dispositivo com microprocessador e acesso a uma rede. Hoje, o acesso a qualquer site de internet entra nessa definição.
A questão é que a política interna das empresas pode determinar quais "quaisquer sites" entram no "limite autorizado de acesso" - por exemplo, permitindo sites de notícias mas proibindo redes sociais como o Facebook. Além disso, a legislação trabalhista americana permite que a companhia determine, por exemplo, o tipo de uso do e-mail corporativo - então, avisar a família que vai se atrasar para o jantar poderia também ser entendido como uma violação do limite de acesso, passível de criminalização.
No artigo dos professores Stephanie Greene e Christine Neylon O'Brien é discutido o caso de um ex-funcionário de uma empresa de recrutamento. Na época que ainda era contratado, ele conseguiu, com outros colegas de trabalho, dados proprietários da companhia, com a intenção de sair e montar uma rival no mesmo mercado de atuação.
Para a 9ª Corte americana, que julgou o caso, o funcionário não "ultrapassou o limite autorizado de acesso" que lhe foi conferido, embora tenha feito mau uso das informações e tenha, de fato, descumprido as políticas da companhia para uso do computador corporativo. A interpretação mais estrita da CFAA difere de decisões tomadas por outras cortes, como a 1ª, a 5ª, a 7ª e a 11ª.
"A 9ª Corte parece estar na vanguarda de uma nova tendência que reconhece perigos no CAFA como um estatuto 'vale tudo' para perseguir empregados por uso fraudulento ou desleal de computadores no local de trabalho", escrevem O'Brien e Greene sobre o caso. Eles endossam a preocupação dos magistrados dessa turma de que "uma interpretação mais ampla (do CFAA) poderia criminalizar uma gama de atos em que todos nos engajamos (usando) a rede do trabalho".
Isso porque há, nos EUA, uma legislação de 1986 que é muito vaga para as tecnologias atuais e pode ser interpretada dessa forma. O CFAA (Ato contra abuso e fraude em computador, em tradução livre) foi inicialmente criado para punir hackers, mas não foi atualizado nas últimas duas décadas e meia.
Escrito antes mesmo da HTTP e da web, o texto diz que é crime "acessar um computador sem autorização, ou ultrapassar o limite autorizado de acesso (...) em um computador protegido". Por "computador protegido" a lei entende qualquer dispositivo com microprocessador e acesso a uma rede. Hoje, o acesso a qualquer site de internet entra nessa definição.
A questão é que a política interna das empresas pode determinar quais "quaisquer sites" entram no "limite autorizado de acesso" - por exemplo, permitindo sites de notícias mas proibindo redes sociais como o Facebook. Além disso, a legislação trabalhista americana permite que a companhia determine, por exemplo, o tipo de uso do e-mail corporativo - então, avisar a família que vai se atrasar para o jantar poderia também ser entendido como uma violação do limite de acesso, passível de criminalização.
No artigo dos professores Stephanie Greene e Christine Neylon O'Brien é discutido o caso de um ex-funcionário de uma empresa de recrutamento. Na época que ainda era contratado, ele conseguiu, com outros colegas de trabalho, dados proprietários da companhia, com a intenção de sair e montar uma rival no mesmo mercado de atuação.
Para a 9ª Corte americana, que julgou o caso, o funcionário não "ultrapassou o limite autorizado de acesso" que lhe foi conferido, embora tenha feito mau uso das informações e tenha, de fato, descumprido as políticas da companhia para uso do computador corporativo. A interpretação mais estrita da CFAA difere de decisões tomadas por outras cortes, como a 1ª, a 5ª, a 7ª e a 11ª.
"A 9ª Corte parece estar na vanguarda de uma nova tendência que reconhece perigos no CAFA como um estatuto 'vale tudo' para perseguir empregados por uso fraudulento ou desleal de computadores no local de trabalho", escrevem O'Brien e Greene sobre o caso. Eles endossam a preocupação dos magistrados dessa turma de que "uma interpretação mais ampla (do CFAA) poderia criminalizar uma gama de atos em que todos nos engajamos (usando) a rede do trabalho".
Irã lança 'Youtube persa'
O Irã anunciou nesta segunda-feira o lançamento de um novo site de compartilhamento de vídeos para fazer frente ao americano YouTube, proibido no país.
Batizado de Mehr, que significa "afeto" em farsi, a página é controlada pelo conglomerado estatal IRIB.
O Irã já possui um site com finalidade semelhante bastante popular localmente chamado Aparat, que também é mantido pela mesma empresa junto da rede de TV iraniana Cloob.
O YouTube, operado pelo Google, está bloqueado no país desde 2009, mas muitos iranianos ainda conseguem acessá-lo.
Para isso, eles usam as chamadas VPNs (VirtualPrivate Networks, em inglês), que são proibidas no país, mas permitem aos internautas navegar sem restrições.
Os vídeos online são muito populares no Irã, mas as baixas velocidades de conexão à Internet limitam o acesso a seu conteúdo, disse o repórter do serviço persa da BBC Adel Shaygan.
"Com essa velocidade, é praticamente impossível assistir a vídeos aqui. Nesse sentido, baixá-los acaba sendo uma alternativa mais eficiente", explicou.
Ainda que não haja estatísticas disponíveis sobre o volume de acessos do Mehr, o Aparat já é o 13º site mais popular do país, segundo o provedor de Internet Alexa.
O Aparat é sediado no Irã e submete-se às leis locais para gerir seu conteúdo, mas possui patrocinadores internacionais, como a sul-coreana LG.
O YouTube foi oficialmente censurado no país após os protestos e as alegações de fraude eleitoral após a reeleição do agora presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.
O Google não comentou o lançamento do Mehr.
Batizado de Mehr, que significa "afeto" em farsi, a página é controlada pelo conglomerado estatal IRIB.
O Irã já possui um site com finalidade semelhante bastante popular localmente chamado Aparat, que também é mantido pela mesma empresa junto da rede de TV iraniana Cloob.
O YouTube, operado pelo Google, está bloqueado no país desde 2009, mas muitos iranianos ainda conseguem acessá-lo.
Para isso, eles usam as chamadas VPNs (VirtualPrivate Networks, em inglês), que são proibidas no país, mas permitem aos internautas navegar sem restrições.
Os vídeos online são muito populares no Irã, mas as baixas velocidades de conexão à Internet limitam o acesso a seu conteúdo, disse o repórter do serviço persa da BBC Adel Shaygan.
"Com essa velocidade, é praticamente impossível assistir a vídeos aqui. Nesse sentido, baixá-los acaba sendo uma alternativa mais eficiente", explicou.
Ainda que não haja estatísticas disponíveis sobre o volume de acessos do Mehr, o Aparat já é o 13º site mais popular do país, segundo o provedor de Internet Alexa.
O Aparat é sediado no Irã e submete-se às leis locais para gerir seu conteúdo, mas possui patrocinadores internacionais, como a sul-coreana LG.
O YouTube foi oficialmente censurado no país após os protestos e as alegações de fraude eleitoral após a reeleição do agora presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.
O Google não comentou o lançamento do Mehr.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Morre aos 104 anos o arquiteto Oscar Niemeyer
Oscar Niemeyer morreu na noite dessa quarta-feira (05), às 21h55, no hospital Samaritano do Rio de Janeiro. O arquiteto, que completaria 105 anos no dia 15 de dezembro, sofreu uma infecção respiratória. Ele estava internado desde o dia 2 d novembro, mas nesta manhã apresentou uma piora em seu estado de saúde. Ele respirava com ajuda de aparelhos e estava sedado. Seu velório será em Brasília, no Palácio do Planalto.
Segundo o boletim médico, na hora da morte ele estava acompanhado de sua esposa, Vera, e de mais 10 pessoas de sua família. Fernando Gjorup era o médico responsável pelo tratamento do arquiteto. ”Ele era um amigo para mim. Um homem otimista e que até o fim trabalhou. Ele conversava sobre assuntos variados, como astronomia, física, vida e trabalho. Jamais deu a impressão que tivesse medo da morte ou que a pressentia”, comentou o médico em uma coletiva de imprensa.
Grande nome da arquitetura moderna com fama em todo o mundo, Niemeyer nasceu em 15 de dezembro de 1907, no Rio de Janeiro. Entrou no curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1929. Foi o primeiro brasileiro a ganhar o Pritzker, Oscar da arquitetura. Sua obra é única, e se formou um legado universal. Seus trabalhos chegaram a países como Itália, Argélia, França e Espanha.
Entre seus mais de 600 projetos, estão os edifícios projetados em Brasília, o Conjunto do Ibirapuera, o edifício Copan e Palácio do Planalto.
Niemeyer deixa Vera Lúcia, sua segunda esposa, com quem se casou em 2006, dois anos após ficar viúvo de Annita Baldo (1909-2004), uma filha, cinco netos, treze bisnetos e cinco trinetos.
Segundo o boletim médico, na hora da morte ele estava acompanhado de sua esposa, Vera, e de mais 10 pessoas de sua família. Fernando Gjorup era o médico responsável pelo tratamento do arquiteto. ”Ele era um amigo para mim. Um homem otimista e que até o fim trabalhou. Ele conversava sobre assuntos variados, como astronomia, física, vida e trabalho. Jamais deu a impressão que tivesse medo da morte ou que a pressentia”, comentou o médico em uma coletiva de imprensa.
Grande nome da arquitetura moderna com fama em todo o mundo, Niemeyer nasceu em 15 de dezembro de 1907, no Rio de Janeiro. Entrou no curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1929. Foi o primeiro brasileiro a ganhar o Pritzker, Oscar da arquitetura. Sua obra é única, e se formou um legado universal. Seus trabalhos chegaram a países como Itália, Argélia, França e Espanha.
Entre seus mais de 600 projetos, estão os edifícios projetados em Brasília, o Conjunto do Ibirapuera, o edifício Copan e Palácio do Planalto.
Niemeyer deixa Vera Lúcia, sua segunda esposa, com quem se casou em 2006, dois anos após ficar viúvo de Annita Baldo (1909-2004), uma filha, cinco netos, treze bisnetos e cinco trinetos.
Twitter expande TTs regionais e oficializa escritório no Brasil
O Brasil já invadiu o Twitter, agora, o Twitter chega ao Brasil com um escritório local, anunciado oficialmente nesta quarta-feira - o terceiro no mundo fora dos Estados Unidos. Ele é parte central da estratégia de atrair mais pessoas para a rede e, junto, anúncios. Uma das primeiras novidades é o aumento do número de cidades com Trending Topics (TTs) locais no País.
Segundo Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter Brasil, cidades como Porto Alegre, Guarulhos e Fortaleza poderão conferir os assuntos mais debatidos na região em breve. Com essa aproximação, a empresa espera ser mais atraente para os anunciantes.
"Eles (os anunciantes) já estão na ferramenta e nós precisamos ficar atentos a oportunidades de relacionamento no Brasil", diz Ribenboim.
Não foi divulgado o investimento ou o número de usuários do microblog no País. Conforme o Twitter, o Brasil é um dos cinco maiores mercados no mundo. E um levantamento da empresa Semiocast indica que o Brasil tem 33 milhões de usuários, sendo o segundo maior país com presença no serviço.
"Ele (o Twitter) já se tornou uma parte importante da vida das pessoas no Brasil e, ao fortalecer a nossa presença local, o nosso foco é continuar encantando os nossos usuários", opina Shailesh Rao, vice-presidente internacional da empresa, presente no anúncio do escritório.
Em sua apresentação, Rao falou do progresso da tecnologia para as comunicações, começando pelas Ágoras gregas, onde as pessoas se reuniam para conversar, passando pela invenção da imprensa até a TV e, é claro, o Twitter. "Para nós, o Twitter é a Agora casada com o poder de transmissão da TV. Esse poder é imenso porque qualquer pessoa pode ser ouvida", disse.
De fato, a empresa "casou" o o Twitter com a TV em várias ocasiões. Um dos exemplos foi no programa X-Factor, quando, durante uma das apresentações, picos de hashtags foram percebidos, dando uma amostra o engajamento da audiência.
O casamento foi acertado. Nos EUA, 41% dos usuários de tablet e 38% dos usuários de smartphone utilizam os aparelhos na frente da televisão. E 35% dessas pessoas estão conectados em redes sociais.
Vendendo seu peixe, Rao também chamou a atenção para o poder do Twitter de aproximar as pessoas e de ajudar em situações de crise - como durante o furacão Sandy nos Estados Unidos. "Queremos que essas coisas também aconteçam no Brasil", disse Rao.
Pelo Brasil, Ribenboim diz que o escritório vai "trazer o Twitter para ainda mais perto dos usuários brasileiros", e tentar replicar esses cases internacionais na internet local também.
"O Twitter é uma plataforma de conversação em tempo real. E o Brasil é um dos principais países no Twitter. Nós fomos um dos primeiros países a aderir às redes sociais porque o brasileiro gosta de se comunicar. E nesse sentido, o Twitter é uma plataforma que adere a essa característica. Por isso o Twitter foi invadido pelos brasileiros", disse Ribenboim.
Entre os casos da "invasão brasileira" citados por Ribenboim estão a experiência de Paulo Coelho, que agradeceu aos amigos do Twitter por o ajudarem a escrever um livro e o técnico Mano Menezes, que se despediu da seleção pelo Twitter.
Além disso, eventos como a Copa Libertadores, o final da novela Avenida Brasil, da Rede Globo, e a morte de Chico Anysio são alguns de exemplos de picos de tweets por minuto que animam o diretor local.
"Temos conversado com agências e parceiros em potencial, que têm se mostrado otimistas. Esperamos, em breve, começar a ter parcerias de peso", diz o executivo. Hoje, diz Rao, o Brasil ainda não gera uma renda significativa para a empresa. "Mas esperamos ter isso em breve", completa.
Ribenboim foi anunciado como diretor-geral do Twitter no Brasil em 7 de novembro. Ele comandava as operações do site de compras coletivas ClickOn e já foi responsável pela operação do Yahoo na América Latina. O próprio Ribenboin anunciou sua chegada ao Twitter.
Ribenboim é formado em Economia pela PUC-RJ e atuou desde o início da operação do Yahoo! no Brasil. Ele comandará a operação no País, que já conta com pelo menos cinco cargos, segundo a página de empregos do Twitter.
Segundo Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter Brasil, cidades como Porto Alegre, Guarulhos e Fortaleza poderão conferir os assuntos mais debatidos na região em breve. Com essa aproximação, a empresa espera ser mais atraente para os anunciantes.
"Eles (os anunciantes) já estão na ferramenta e nós precisamos ficar atentos a oportunidades de relacionamento no Brasil", diz Ribenboim.
Não foi divulgado o investimento ou o número de usuários do microblog no País. Conforme o Twitter, o Brasil é um dos cinco maiores mercados no mundo. E um levantamento da empresa Semiocast indica que o Brasil tem 33 milhões de usuários, sendo o segundo maior país com presença no serviço.
"Ele (o Twitter) já se tornou uma parte importante da vida das pessoas no Brasil e, ao fortalecer a nossa presença local, o nosso foco é continuar encantando os nossos usuários", opina Shailesh Rao, vice-presidente internacional da empresa, presente no anúncio do escritório.
Em sua apresentação, Rao falou do progresso da tecnologia para as comunicações, começando pelas Ágoras gregas, onde as pessoas se reuniam para conversar, passando pela invenção da imprensa até a TV e, é claro, o Twitter. "Para nós, o Twitter é a Agora casada com o poder de transmissão da TV. Esse poder é imenso porque qualquer pessoa pode ser ouvida", disse.
De fato, a empresa "casou" o o Twitter com a TV em várias ocasiões. Um dos exemplos foi no programa X-Factor, quando, durante uma das apresentações, picos de hashtags foram percebidos, dando uma amostra o engajamento da audiência.
O casamento foi acertado. Nos EUA, 41% dos usuários de tablet e 38% dos usuários de smartphone utilizam os aparelhos na frente da televisão. E 35% dessas pessoas estão conectados em redes sociais.
Vendendo seu peixe, Rao também chamou a atenção para o poder do Twitter de aproximar as pessoas e de ajudar em situações de crise - como durante o furacão Sandy nos Estados Unidos. "Queremos que essas coisas também aconteçam no Brasil", disse Rao.
Pelo Brasil, Ribenboim diz que o escritório vai "trazer o Twitter para ainda mais perto dos usuários brasileiros", e tentar replicar esses cases internacionais na internet local também.
"O Twitter é uma plataforma de conversação em tempo real. E o Brasil é um dos principais países no Twitter. Nós fomos um dos primeiros países a aderir às redes sociais porque o brasileiro gosta de se comunicar. E nesse sentido, o Twitter é uma plataforma que adere a essa característica. Por isso o Twitter foi invadido pelos brasileiros", disse Ribenboim.
Entre os casos da "invasão brasileira" citados por Ribenboim estão a experiência de Paulo Coelho, que agradeceu aos amigos do Twitter por o ajudarem a escrever um livro e o técnico Mano Menezes, que se despediu da seleção pelo Twitter.
Além disso, eventos como a Copa Libertadores, o final da novela Avenida Brasil, da Rede Globo, e a morte de Chico Anysio são alguns de exemplos de picos de tweets por minuto que animam o diretor local.
"Temos conversado com agências e parceiros em potencial, que têm se mostrado otimistas. Esperamos, em breve, começar a ter parcerias de peso", diz o executivo. Hoje, diz Rao, o Brasil ainda não gera uma renda significativa para a empresa. "Mas esperamos ter isso em breve", completa.
Ribenboim foi anunciado como diretor-geral do Twitter no Brasil em 7 de novembro. Ele comandava as operações do site de compras coletivas ClickOn e já foi responsável pela operação do Yahoo na América Latina. O próprio Ribenboin anunciou sua chegada ao Twitter.
Ribenboim é formado em Economia pela PUC-RJ e atuou desde o início da operação do Yahoo! no Brasil. Ele comandará a operação no País, que já conta com pelo menos cinco cargos, segundo a página de empregos do Twitter.
Ciberataque: vírus simula banco, rouba contas e afeta celulares
Mais de 36 milhões de euros foram roubados de 30 mil contas bancárias na Europa no ataque cibernético denominado "Eurograbber", segundo um relatório publicado nesta quarta-feira por duas empresas dedicadas à segurança de internet.
O ataque afetou computadores e telefones celulares entre janeiro e agosto deste ano, segundo confirmou à Agência Efe Mario García, diretor-geral na Espanha da Check Point, fabricante de produtos de segurança online, que descreveu o vírus como "simples, mas muito avançado".
Foi a Check Point que, no último mês de agosto, descobriu e denunciou o ataque à polícia europeia, além de alertar as entidades bancárias afetadas. García explicou à Efe o procedimento de invasão do vírus: após acessar certos links, o "malware" (software maligno) se instala no computador e permanece inativo até o usuário se conectar com sua conta bancária.
Simulando ser o banco, o "malware" envia uma advertência ao usuário sobre atualização e melhoria de segurança e solicita o número de celular, motivo pelo qual o software maligno também afeta esse aparelho e interfere nas mensagens que os bancos enviam como processo de autenticação.
Com a informação e o número de autenticação da transação, os criminosos podem executar transferências paralelas às do próprio usuário. "Se você transfere, por exemplo, 100 euros, eles podem roubar outros 100 e você não vê nenhum mudança, nem na tela do computador, nem no celular", explicou García.
O dinheiro vai parar nas contas de terceiros aos quais os criminosos ofereceram uma comissão em troca das transferências, acrescentou García. O diretor da empresa reconheceu que existem "muito poucas possibilidades" de descobrir quem são os infratores, mas que os bancos já foram alertados.
O ataque afetou computadores e telefones celulares entre janeiro e agosto deste ano, segundo confirmou à Agência Efe Mario García, diretor-geral na Espanha da Check Point, fabricante de produtos de segurança online, que descreveu o vírus como "simples, mas muito avançado".
Foi a Check Point que, no último mês de agosto, descobriu e denunciou o ataque à polícia europeia, além de alertar as entidades bancárias afetadas. García explicou à Efe o procedimento de invasão do vírus: após acessar certos links, o "malware" (software maligno) se instala no computador e permanece inativo até o usuário se conectar com sua conta bancária.
Simulando ser o banco, o "malware" envia uma advertência ao usuário sobre atualização e melhoria de segurança e solicita o número de celular, motivo pelo qual o software maligno também afeta esse aparelho e interfere nas mensagens que os bancos enviam como processo de autenticação.
Com a informação e o número de autenticação da transação, os criminosos podem executar transferências paralelas às do próprio usuário. "Se você transfere, por exemplo, 100 euros, eles podem roubar outros 100 e você não vê nenhum mudança, nem na tela do computador, nem no celular", explicou García.
O dinheiro vai parar nas contas de terceiros aos quais os criminosos ofereceram uma comissão em troca das transferências, acrescentou García. O diretor da empresa reconheceu que existem "muito poucas possibilidades" de descobrir quem são os infratores, mas que os bancos já foram alertados.
Missão de mais de um ano preparará astronautas para viagens longas
A missão de mais de um ano que dois astronautas iniciarão em 2015 na Estação Espacial Internacional (ISS) proporcionará a eles a experiência necessária para viagens mais longas a Marte ou asteroides, informaram nesta quarta-feira as agências espaciais de Estados Unidos e Rússia. O astronauta Scott Kelly, da Nasa, e o cosmonauta Mikhail Kornienko, da Roscosmos, participarão da missão, que será a mais prolongada para um americano.
"Esta missão trará grandes benefícios para a humanidade", afirmou em entrevista coletiva o gerente do programa da ISS, um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 15 nações. "O maior é o avanço da exploração humana além das órbitas baixas", acrescentou. A ISS orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra e a uma velocidade de 27 mil km/h.
Quatro cosmonautas russos já permaneceram mais de 12 meses em órbita, habitando a estação Mir. A última destas missões de longa duração ocorreu em 1999. "A comunidade espacial russa pensou por muito tempo sobre as missões de duração mais prolongada", disse Serguei Krasnov, diretor do Departamento de Programas de Piloto Espacial da Roscosmos. "Gostaríamos de retomar essa experiência".
Um aspecto importante da missão prolongada será "o desenvolvimento da tecnologia com sistemas para as viagens espaciais de longa duração que são testados melhor no ambiente de microgravedade da ISS", declarou Suffredini. "Outro aspecto igualmente importante é o estudo da forma como o corpo humano se adapta à microgravedade e se mantém saudável", acrescentou.
Julie Robinson, a cientista do programa da ISS, lembrou que quatro cosmonautas russos já permaneceram um ano no espaço e outros estiveram mais de 11 meses, "mas isso ocorreu na estação Mir, não na ISS". "A tecnologia médica avançou desde 1999, e embora já saibamos muito do que ocorre com os astronautas quando passam seis meses na ISS, não é muito o que sabemos sobre que ocorre depois desse tempo", explicou.
A tecnologia médica permitiu detectar efeitos da permanência prolongada no espaço que não se conheciam há uma década, como a pressão intracraniana, assinalaram os técnicos. "Melhoramos muito no que se refere ao exercício e à nutrição e aprendemos como se mantém a massa óssea dos tripulantes ao longo de seis meses", continuou Julie Robinson. "Por outra parte, quanto mais o corpo se adapta ao ambiente espacial mais difícil é a readaptação à vida na Terra".
Robert Behnken, chefe de astronautas da Nasa, relatou que as tripulações, que agora vão à ISS e retornarão à Terra nas naves russas Soyuz, são instruídas em equipes de três pessoas para turnos de seis meses. "Nesta ocasião Kelly e Kornienko irã à ISS com um comandante da Soyuz e retornarão um ano depois com outro comandante de Soyuz", acrescentou.
"Esta missão trará grandes benefícios para a humanidade", afirmou em entrevista coletiva o gerente do programa da ISS, um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 15 nações. "O maior é o avanço da exploração humana além das órbitas baixas", acrescentou. A ISS orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra e a uma velocidade de 27 mil km/h.
Quatro cosmonautas russos já permaneceram mais de 12 meses em órbita, habitando a estação Mir. A última destas missões de longa duração ocorreu em 1999. "A comunidade espacial russa pensou por muito tempo sobre as missões de duração mais prolongada", disse Serguei Krasnov, diretor do Departamento de Programas de Piloto Espacial da Roscosmos. "Gostaríamos de retomar essa experiência".
Um aspecto importante da missão prolongada será "o desenvolvimento da tecnologia com sistemas para as viagens espaciais de longa duração que são testados melhor no ambiente de microgravedade da ISS", declarou Suffredini. "Outro aspecto igualmente importante é o estudo da forma como o corpo humano se adapta à microgravedade e se mantém saudável", acrescentou.
Julie Robinson, a cientista do programa da ISS, lembrou que quatro cosmonautas russos já permaneceram um ano no espaço e outros estiveram mais de 11 meses, "mas isso ocorreu na estação Mir, não na ISS". "A tecnologia médica avançou desde 1999, e embora já saibamos muito do que ocorre com os astronautas quando passam seis meses na ISS, não é muito o que sabemos sobre que ocorre depois desse tempo", explicou.
A tecnologia médica permitiu detectar efeitos da permanência prolongada no espaço que não se conheciam há uma década, como a pressão intracraniana, assinalaram os técnicos. "Melhoramos muito no que se refere ao exercício e à nutrição e aprendemos como se mantém a massa óssea dos tripulantes ao longo de seis meses", continuou Julie Robinson. "Por outra parte, quanto mais o corpo se adapta ao ambiente espacial mais difícil é a readaptação à vida na Terra".
Robert Behnken, chefe de astronautas da Nasa, relatou que as tripulações, que agora vão à ISS e retornarão à Terra nas naves russas Soyuz, são instruídas em equipes de três pessoas para turnos de seis meses. "Nesta ocasião Kelly e Kornienko irã à ISS com um comandante da Soyuz e retornarão um ano depois com outro comandante de Soyuz", acrescentou.
Críticos apontam defeitos em 'O Hobbit': "chato e detalhado"
O aguardado filme O Hobbit: Uma Jornada Inesperada teve uma recepção variada nas primeiras críticas recebidas, com algumas avaliações considerando o longa "chato" e "detalhado demais", e outras apontando decepção com a tecnologia 3D utilizada.
Uma Jornada Inesperada é o primeiro de três filmes do premiado diretor Peter Jackson inspirados no romance O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, e levou mais de uma década para que vingasse.
Estima-se que p filme,que tem estreia mundial na semana que vem, arrecade 137 milhões de dólares no fim de semana de estreia apenas na América do Norte. Jackson transformou sua trilogia O Senhor dos Anéis, de 2001 a 2003, em um sucesso mundial de 3 bilhões de dólares.
Com duração de três horas e nove minutos, no entanto, o primeiro filme do Hobbit foi considerado longo demais para o gosto de alguns críticos, de acordo com os primeiros artigos.
Leah Rozen, do site TheWrap.com, afirmou que, embora fãs dos livros "sem dúvida amarão esse filme", o longa é "ambiciosamente épico e visualmente inventivo, mas não é nem tão cativante nem estimulante como a primeira vez com O Senhor dos Anéis.
Peter DeBruge, da Variety, criticou Jackson por acrescentar um prólogo "mitologicamente denso, pesado e gerado por computador" concebido fora da narrativa original de Tolkien.
"Essa sequência desnecessária junta trechos do segundo e do terceiro filme de 'O Senhor dos Aneis', como que para garantir os fãs de que podem esperar mais do mesmo", afirmou DeBruge.
Uma Jornada Inesperada é o primeiro de três filmes do premiado diretor Peter Jackson inspirados no romance O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, e levou mais de uma década para que vingasse.
Estima-se que p filme,que tem estreia mundial na semana que vem, arrecade 137 milhões de dólares no fim de semana de estreia apenas na América do Norte. Jackson transformou sua trilogia O Senhor dos Anéis, de 2001 a 2003, em um sucesso mundial de 3 bilhões de dólares.
Com duração de três horas e nove minutos, no entanto, o primeiro filme do Hobbit foi considerado longo demais para o gosto de alguns críticos, de acordo com os primeiros artigos.
Leah Rozen, do site TheWrap.com, afirmou que, embora fãs dos livros "sem dúvida amarão esse filme", o longa é "ambiciosamente épico e visualmente inventivo, mas não é nem tão cativante nem estimulante como a primeira vez com O Senhor dos Anéis.
Peter DeBruge, da Variety, criticou Jackson por acrescentar um prólogo "mitologicamente denso, pesado e gerado por computador" concebido fora da narrativa original de Tolkien.
"Essa sequência desnecessária junta trechos do segundo e do terceiro filme de 'O Senhor dos Aneis', como que para garantir os fãs de que podem esperar mais do mesmo", afirmou DeBruge.
Nuvem democratiza o acesso a tecnologias da informação
A expansão da computação em nuvem tem contribuído para a melhora na qualidade e na confiabilidade de serviços oferecidos por empresas e governos em países emergentes. A conclusão é do estudo Desvendando os benefícios da cloud computing para economias emergentes - uma visão política, produzido pelos professores Peter Cowhey e Michael Kleeman, da Escola de Relações Internacionais e Estudos do Pacífico da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD). Em entrevista com o Terra, Cowhey, que é PhD em Ciência Política, aponta a falta de oferta de conexão banda larga em algumas regiões e políticas governamentais que retardam o uso do potencial da nuvem como os principais desafios a serem superados. O estudo avaliou os casos da Índia, da África do Sul e do México - no último, a qualidade e a confiabilidade dos serviços sociais do governo aumentaram consideravelmente, enquanto os custos foram reduzidos, comenta o professor. Confira a entrevista:
Terra - Por que a nuvem é um ponto central para o próximo estágio de transformação da economia mundial?
Peter Cowhey - A nuvem democratiza o acesso a tecnologias avançadas de informação. Você não precisa comprar seu próprio computador. Você usa a capacidade computacional mais avançada do mundo assim como usa eletricidade: pagando pela quantidade utilizada, quando você utiliza. E, ainda mais importante, a nuvem torna fundamentalmente mais barato e fácil criar serviços de informação e aplicações para beneficiar consumidores e empresas.
Terra - Como uma estrutura eficaz de computação em nuvem pode estimular a economia de um país?
Peter Cowhey - Ela fundamentalmente diminui o custo da tecnologia da informação (de 35% a 65% para negócios pequenos) e torna mais fácil inovar, porque é mais fácil criar novas informações e serviços de aplicações. A nuvem também aumenta a motivação econômica para acelerar o desenvolvimento de conexões banda larga, uma vez que isso faz crescer a demanda por dados, um ponto-chave para a obtenção de capacidade de banda larga em áreas rurais.
Terra - Por que essa tecnologia é tão importante para países emergentes? Como eles podem se beneficiar com isso?
Peter Cowhey - Economias emergentes têm uma participação crescente no comércio mundial (as negociações Sul-Sul representam hoje mais de 40% do comércio mundial), e há fortes razões para acreditar que, assim como nos tradicionais países ricos, esse comércio vai tornar a troca de informações cada vez mais intensa. Por exemplo, produtos manufaturados estão se tornando mais dependentes de informações sofisticadas, tanto para a criação quanto para logística, e a principal proposta de valor a ser adicionado se baseia cada vez mais em softwares. Os serviços também irão desempenhar um papel maior nos comércios do Brasil. A nuvem é fundamental para ser competitivo na nova economia de serviços.
Terra - Por que a nuvem é tão importante para ajudar empresas a serem mais competitivas?
Peter Cowhey - Pense em um pequeno empresário que não tem como investir em seu próprio sistema computacional. Pense em uma companhia de software que pode oferecer seu produto globalmente, com um serviço completo de suporte, imediatamente e de forma barata.
Terra - Nesses países, o governo e a população estão dispostos a adotar a computação em nuvem? Há infraestrutura para oferecer essa tecnologia?
Peter Cowhey - Os governos podem adotar políticas que retardam a criação de infraestrutura de nuvem e de seu ecossistema de serviços de informação. No entanto, não há dificuldade nenhuma em prestar serviços na nuvem. Muitas empresas estão construindo infraestrutura para armazenamento em nuvem. A chave é permitir que ela opere como uma rede global. Existirão megacentros para nuvem e outros menores operando como uma rede global integrada de computação, para garantir a confiabilidade e atingir todo o potencial das economias.
Terra - Todos os países já têm acesso à computação em nuvem? Quais são algumas dificuldades em relação a isso?
Peter Cowhey - Todos os países têm acesso a serviços baseados na nuvem hoje em dia, mas eles podem não reconhecer isso. Google e YouTube são serviços habilitados na nuvem. Todas as três economias emergentes objetos de nosso estudo (Índia, México e África do Sul) têm uma dependência significativa em computação em nuvem, tanto para negócios quanto para operações governamentais. Todos contam com uma mistura de infraestrutura em nuvem com base dentro e fora do país. O maior desafio técnico é a ausência de conexões banda larga em alguns lugares. Serviços na nuvem para saúde são utilizados na África, por exemplo, mas eles não podem ser tão sofisticados porque dependem de celulares tradicionais para funcionarem.
Terra - Em economias emergentes, as tendências em computação em nuvem irão se espalhar mais lentamente do que em outros países?
Peter Cowhey - Eu acredito que pode ser justamente o contrário. Economias emergentes têm menos legado em infraestrutura computacional, então elas podem efetuar a transição para economias superiores por meio da nuvem de forma mais rápida.
Terra - Como a computação em nuvem irá expandir a inclusão intelectual, econômica e social no mundo?
Peter Cowhey - O Banco Mundial mostrou que a viabilização de conexões banda larga acelera o crescimento econômico. As companhias buscam perspectivas comprovadas de demanda antes de investir. A nuvem cria demanda por banda larga até mesmo em regiões rurais.
Terra - Adotar a computação em nuvem depende de uma política governamental?
Peter Cowhey - Nosso estudo sugere que os governos devem deixar que a nuvem seja desenvolvida em uma estrutura que permita a liberdade global para decisões de fornecedores sobre onde construir as instalações para a nuvem. Além disso, deve permitir o livre fluxo de dados entre fronteiras nacionais e incentivar um mercado competitivo para serviços habilitados para a nuvem. Isso pode parecer novo, mas Visa e MasterCard são exemplos de serviços baseados na nuvem que contam com um fluxo global de dados (para autorização de crédito e controle de fraude) e têm instalações computacionais em vários países para confiabilidade. Duas preocupações legítimas em relação a dados na nuvem são a garantia de privacidade e segurança da informação. Mais uma vez, o exemplo dos cartões de crédito sugere que nós podemos responder a essas preocupações sem restringir o crescimento da computação em nuvem. Políticas nacionais para privacidade e segurança devem operar dentro de uma estrutura global de princípios. Nós já temos princípios articulados pela Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e pelo Aspen Institute.
Terra - Por que a nuvem é um ponto central para o próximo estágio de transformação da economia mundial?
Peter Cowhey - A nuvem democratiza o acesso a tecnologias avançadas de informação. Você não precisa comprar seu próprio computador. Você usa a capacidade computacional mais avançada do mundo assim como usa eletricidade: pagando pela quantidade utilizada, quando você utiliza. E, ainda mais importante, a nuvem torna fundamentalmente mais barato e fácil criar serviços de informação e aplicações para beneficiar consumidores e empresas.
Terra - Como uma estrutura eficaz de computação em nuvem pode estimular a economia de um país?
Peter Cowhey - Ela fundamentalmente diminui o custo da tecnologia da informação (de 35% a 65% para negócios pequenos) e torna mais fácil inovar, porque é mais fácil criar novas informações e serviços de aplicações. A nuvem também aumenta a motivação econômica para acelerar o desenvolvimento de conexões banda larga, uma vez que isso faz crescer a demanda por dados, um ponto-chave para a obtenção de capacidade de banda larga em áreas rurais.
Terra - Por que essa tecnologia é tão importante para países emergentes? Como eles podem se beneficiar com isso?
Peter Cowhey - Economias emergentes têm uma participação crescente no comércio mundial (as negociações Sul-Sul representam hoje mais de 40% do comércio mundial), e há fortes razões para acreditar que, assim como nos tradicionais países ricos, esse comércio vai tornar a troca de informações cada vez mais intensa. Por exemplo, produtos manufaturados estão se tornando mais dependentes de informações sofisticadas, tanto para a criação quanto para logística, e a principal proposta de valor a ser adicionado se baseia cada vez mais em softwares. Os serviços também irão desempenhar um papel maior nos comércios do Brasil. A nuvem é fundamental para ser competitivo na nova economia de serviços.
Terra - Por que a nuvem é tão importante para ajudar empresas a serem mais competitivas?
Peter Cowhey - Pense em um pequeno empresário que não tem como investir em seu próprio sistema computacional. Pense em uma companhia de software que pode oferecer seu produto globalmente, com um serviço completo de suporte, imediatamente e de forma barata.
Terra - Nesses países, o governo e a população estão dispostos a adotar a computação em nuvem? Há infraestrutura para oferecer essa tecnologia?
Peter Cowhey - Os governos podem adotar políticas que retardam a criação de infraestrutura de nuvem e de seu ecossistema de serviços de informação. No entanto, não há dificuldade nenhuma em prestar serviços na nuvem. Muitas empresas estão construindo infraestrutura para armazenamento em nuvem. A chave é permitir que ela opere como uma rede global. Existirão megacentros para nuvem e outros menores operando como uma rede global integrada de computação, para garantir a confiabilidade e atingir todo o potencial das economias.
Terra - Todos os países já têm acesso à computação em nuvem? Quais são algumas dificuldades em relação a isso?
Peter Cowhey - Todos os países têm acesso a serviços baseados na nuvem hoje em dia, mas eles podem não reconhecer isso. Google e YouTube são serviços habilitados na nuvem. Todas as três economias emergentes objetos de nosso estudo (Índia, México e África do Sul) têm uma dependência significativa em computação em nuvem, tanto para negócios quanto para operações governamentais. Todos contam com uma mistura de infraestrutura em nuvem com base dentro e fora do país. O maior desafio técnico é a ausência de conexões banda larga em alguns lugares. Serviços na nuvem para saúde são utilizados na África, por exemplo, mas eles não podem ser tão sofisticados porque dependem de celulares tradicionais para funcionarem.
Terra - Em economias emergentes, as tendências em computação em nuvem irão se espalhar mais lentamente do que em outros países?
Peter Cowhey - Eu acredito que pode ser justamente o contrário. Economias emergentes têm menos legado em infraestrutura computacional, então elas podem efetuar a transição para economias superiores por meio da nuvem de forma mais rápida.
Terra - Como a computação em nuvem irá expandir a inclusão intelectual, econômica e social no mundo?
Peter Cowhey - O Banco Mundial mostrou que a viabilização de conexões banda larga acelera o crescimento econômico. As companhias buscam perspectivas comprovadas de demanda antes de investir. A nuvem cria demanda por banda larga até mesmo em regiões rurais.
Terra - Adotar a computação em nuvem depende de uma política governamental?
Peter Cowhey - Nosso estudo sugere que os governos devem deixar que a nuvem seja desenvolvida em uma estrutura que permita a liberdade global para decisões de fornecedores sobre onde construir as instalações para a nuvem. Além disso, deve permitir o livre fluxo de dados entre fronteiras nacionais e incentivar um mercado competitivo para serviços habilitados para a nuvem. Isso pode parecer novo, mas Visa e MasterCard são exemplos de serviços baseados na nuvem que contam com um fluxo global de dados (para autorização de crédito e controle de fraude) e têm instalações computacionais em vários países para confiabilidade. Duas preocupações legítimas em relação a dados na nuvem são a garantia de privacidade e segurança da informação. Mais uma vez, o exemplo dos cartões de crédito sugere que nós podemos responder a essas preocupações sem restringir o crescimento da computação em nuvem. Políticas nacionais para privacidade e segurança devem operar dentro de uma estrutura global de princípios. Nós já temos princípios articulados pela Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e pelo Aspen Institute.
RIM investiga explosão de BlackBerry que queimou menino
A Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, está investigando a explosão de um smartphone que causou queimaduras em um menino de 11 anos na Inglaterra. Kian McCreath sofreu queimaduras depois que o Blackberry Curve 9320 que pertencia ao irmão explodiu e incendiou a cama em que ele dormia. As informações são do site do jornal inglês The Guardian.
Os pais do menino afirma que o plástico derretido ficou preso na perna do garoto e ele teve que ser levado às pressas para o hospital. A companhia afirma que precisa investigar o aparelho defeituoso. "A fim de fazer esta investigação, precisamos dos produtos que estavam envolvidos neste incidente sejam disponibilizado para uma revisão técnica completa. Neste momento, a família não forneceu à RIM a bateria ou o carregador para análise e eles disseram são incapazes de localizar o dispositivo", afirmou a companhia.
O modelo que explodiu foi lançado com foco no mercado jovem. Em agosto, foi o sexto aparelho mais vendido do Reino Unido, de acordo com um relatório mensal elaborado pela uSwitch sobre a popularidade dos celulares. O aparelho não está mais no ranking.
Essa não é a primeira vez que um celular explosivo assusta os usuários. Em março deste ano, um iPhone 4 explodiu a poucos centímetros da cabeça de sua dona, informou o site Mashable. Ela dormia quando o aparelho teve o problema.
Em junho, um Galaxy S3 também teria explodido enquanto o usuário dirigia na Irlanda. A Samsung declarou que, após uma investigação inicial, não foi encontrado defeito no aparelho.
Em novembro do ano passado, um iPhone 4 pegou fogo em um voo na Austrália. Uma investigação da Australian Transport Safety Bureau (ATSB), órgão australiano que investiga incidentes relacionados ao transporte no país, apontou que um pequeno parafuso de metal se perdeu no interior do aparelho e perfurou a caixa da bateria do smartphone, causando o incêndio. Segundo a ATSB, o parafuso teria sido mal colocado durante um reparo, que não teria sido feito em uma empresa autorizada pela Apple.
Os pais do menino afirma que o plástico derretido ficou preso na perna do garoto e ele teve que ser levado às pressas para o hospital. A companhia afirma que precisa investigar o aparelho defeituoso. "A fim de fazer esta investigação, precisamos dos produtos que estavam envolvidos neste incidente sejam disponibilizado para uma revisão técnica completa. Neste momento, a família não forneceu à RIM a bateria ou o carregador para análise e eles disseram são incapazes de localizar o dispositivo", afirmou a companhia.
O modelo que explodiu foi lançado com foco no mercado jovem. Em agosto, foi o sexto aparelho mais vendido do Reino Unido, de acordo com um relatório mensal elaborado pela uSwitch sobre a popularidade dos celulares. O aparelho não está mais no ranking.
Essa não é a primeira vez que um celular explosivo assusta os usuários. Em março deste ano, um iPhone 4 explodiu a poucos centímetros da cabeça de sua dona, informou o site Mashable. Ela dormia quando o aparelho teve o problema.
Em junho, um Galaxy S3 também teria explodido enquanto o usuário dirigia na Irlanda. A Samsung declarou que, após uma investigação inicial, não foi encontrado defeito no aparelho.
Em novembro do ano passado, um iPhone 4 pegou fogo em um voo na Austrália. Uma investigação da Australian Transport Safety Bureau (ATSB), órgão australiano que investiga incidentes relacionados ao transporte no país, apontou que um pequeno parafuso de metal se perdeu no interior do aparelho e perfurou a caixa da bateria do smartphone, causando o incêndio. Segundo a ATSB, o parafuso teria sido mal colocado durante um reparo, que não teria sido feito em uma empresa autorizada pela Apple.
Índia: cidade proíbe mulheres de usar celular para impedir traições
Um povoado no leste da Índia proibiu as mulheres de utilizar celulares na tentativa de incentivar a instituição do casamento. A medida foi anunciada no domingo pelos líderes do conselho da localidade de Suderbari, no Estado de Bihar, depois que o número de fugas com amantes aumentou do ano passado para cá na região. As multas para as infratoras variam entre cerca de R$ 385 (10 mil rúpias indianas) para as solteiras e R$ 77 (2 mil rúpias) para as casadas. As informações são do jornal The Guardian.
As mulheres poderão usar o telefone móvel somente na presença de um homem da família. "O uso irrestrito dos telefones móveis promove assuntos pré-matrimoniais e extraconjugais, e destrói a instituição do casamento. Estamos extremamente preocupados", afirmou ao jornal o presidente do comitê social consultivo Manuwar Alam. No ano passado, pelos menos seis meninas e mulheres fugiram do matrinônio.
No entanto, a proibição provocou intensos protestos de ativistas de direitos humanos locais. Enquanto alguns militam contra o mérito da medida dentro de uma sociedade democrática, outros defendem que os celulares são importantes para a segurança feminina, principalmente nas zonas rurais do Estado de Bihar. Agressão sexual e outros tipos de abusos são comuns em partes remotas da Índia. Recentemente, a violência contra a mulher gerou uma série de debates em nível nacional após o aumento no número de estupros.
As mulheres poderão usar o telefone móvel somente na presença de um homem da família. "O uso irrestrito dos telefones móveis promove assuntos pré-matrimoniais e extraconjugais, e destrói a instituição do casamento. Estamos extremamente preocupados", afirmou ao jornal o presidente do comitê social consultivo Manuwar Alam. No ano passado, pelos menos seis meninas e mulheres fugiram do matrinônio.
No entanto, a proibição provocou intensos protestos de ativistas de direitos humanos locais. Enquanto alguns militam contra o mérito da medida dentro de uma sociedade democrática, outros defendem que os celulares são importantes para a segurança feminina, principalmente nas zonas rurais do Estado de Bihar. Agressão sexual e outros tipos de abusos são comuns em partes remotas da Índia. Recentemente, a violência contra a mulher gerou uma série de debates em nível nacional após o aumento no número de estupros.
"Banido" rival do iPhone é liberado e pode custar apenas R$ 605
Além da homologação, a Anatel apresenta ainda fotos e o manual em português do Nexus 4 que, de acordo com o site da Agência, foram disponibilizados pela própria fabricante. Nas imagens, o aparelho aparece desligado e é mostrado de todos os ângulos. Já o manual, à primeira vista, não revela qualquer informação que já não seja conhecida sobre o aparelho.
Ainda não se sabe se o celular realmente chegará ao país, já que a homologação é apenas um passo para o seu lançamento. Porém, com a aprovação e com a disponibilidade das fotos e do manual em português, as chances aumentam consideravelmente.
O Nexus 4 foi lançado no começo de novembro equipado com a mais nova versão do Android, a 4.2 Jelly Bean. Além disso, ele conta com uma tela de 4,7 polegadas com 1280 x 768 de resolução e proteção Gorilla Glass 2, processador quad-core de 1,5 Ghz, 2 GB de memória RAM, bateria de 2100 mAh que garante 15 horas de conversação e câmera de 8 megapixels. A versão mais simples do modelo, com 8 GB de capacidade interna, é vendida por US$ 299 (cerca de R$ 605) no exterior.
Pesquisa: Apple perde no mercado de tablets para Android em 2012
Os tablets iPad e iPad mini da Apple podem perder participação de mercado para aparelhos que operam com a plataforma Android, do Google, no acumulado deste ano, disse a empresa de pesquisa International Data Corp (IDC).
A participação da Apple no mercado mundial de tablets irá recuar para 53,8% em 2012, ante a 56,3% em 2011, enquanto os produtos Android vão aumentar sua participação para 42,7%, contra 39,8% um ano antes, disse a IDC.
A instituição elevou sua projeção do mercado mundial de tablets para 2012, para 122,3 milhões de unidades, comparado à sua previsão anterior de 117,1 milhões milhões de unidades, devido ao maior número de vendas de tablets Android além da alta demanda pelo iPad mini.
A IDC também elevou sua estimativa de vendas em 2013 para 172,4 milhões de unidades contra 165,9 milhões de unidades.
"Tablets continuam a cativar consumidores, e à medida que o mercado faz a transição para telas portáteis menores e preços mais baixos, esperamos que a demanda acelere a partir do quarto trimestre", disse o diretor de pesquisa de tablets Tom Mainelli.
Tablets que fazem uso de sistemas operacionais Windows, da Microsoft, incluindo Windows 8 e Windows RT, podem conquistar participação no mercado tanto do iOS, da Apple, quanto do Android, crescendo para 2,9% em 2012 e 10,2% em 2016, disse a IDC.
A participação da Apple no mercado mundial de tablets irá recuar para 53,8% em 2012, ante a 56,3% em 2011, enquanto os produtos Android vão aumentar sua participação para 42,7%, contra 39,8% um ano antes, disse a IDC.
A instituição elevou sua projeção do mercado mundial de tablets para 2012, para 122,3 milhões de unidades, comparado à sua previsão anterior de 117,1 milhões milhões de unidades, devido ao maior número de vendas de tablets Android além da alta demanda pelo iPad mini.
A IDC também elevou sua estimativa de vendas em 2013 para 172,4 milhões de unidades contra 165,9 milhões de unidades.
"Tablets continuam a cativar consumidores, e à medida que o mercado faz a transição para telas portáteis menores e preços mais baixos, esperamos que a demanda acelere a partir do quarto trimestre", disse o diretor de pesquisa de tablets Tom Mainelli.
Tablets que fazem uso de sistemas operacionais Windows, da Microsoft, incluindo Windows 8 e Windows RT, podem conquistar participação no mercado tanto do iOS, da Apple, quanto do Android, crescendo para 2,9% em 2012 e 10,2% em 2016, disse a IDC.
Ação da Apple despenca mais de 4% com forte volume
A ação da Apple, companhia mais valiosa listada em bolsa nos Estados Unidos, despencava mais de 4% com forte volume de negócios nesta quarta-feira, com analistas citando vários motivos para a queda.
O papel figurava entre as maiores desvalorizações percentuais entre as ações incluídas no índice Standard & Poor's 500, recuando 4,2%, para US$ 551,56, às 15h40 (horário de Brasília). Mais de 17 milhões de ações tinham sido negociadas até pouco antes das 15h, no caminho de que seja superado o volume médio diário de 50 dias, de 21 milhões de papéis.
Analistas ofereceram motivos diferentes para o declínio. Alguns citaram um relatório afirmando que a companhia vai perder participação no mercado de tablets e vários investidoras disseram que incerteza com impostos sobre ganhos de capital em 2013 desencadearam ordens de venda de ações.
"Dependendo do que ocorrer nas (negociações fiscais nos EUA), os impostos podem aumentar no ano que vem ou podem permanecer no mesmo nível", disse o diretor de negociações do Performance Trust Capital Partners, Brian Battle. "Eles não vão ser menores, então se você é um investidor que viu ganhos na Apple, é melhor realizar o lucro antes disso."
A ação da Apple ainda acumula alta de 36% até agora em 2012, mas tem tido desempenho fraco recentemente. O papel agora tem baixa de mais de 20% frente à sua máxima histórica de US$ 705,07 em 21 de setembro.
Nesta quarta-feira, a empresa de pesquisa IDC disse que a Apple vai perder fatia de mercado no setor de tablets em 2012, com consumidores favorecendo aparelhos que operam a plataforma Android, do Google, em vez da popular linha de produtos iPad, da Apple.
O papel figurava entre as maiores desvalorizações percentuais entre as ações incluídas no índice Standard & Poor's 500, recuando 4,2%, para US$ 551,56, às 15h40 (horário de Brasília). Mais de 17 milhões de ações tinham sido negociadas até pouco antes das 15h, no caminho de que seja superado o volume médio diário de 50 dias, de 21 milhões de papéis.
Analistas ofereceram motivos diferentes para o declínio. Alguns citaram um relatório afirmando que a companhia vai perder participação no mercado de tablets e vários investidoras disseram que incerteza com impostos sobre ganhos de capital em 2013 desencadearam ordens de venda de ações.
"Dependendo do que ocorrer nas (negociações fiscais nos EUA), os impostos podem aumentar no ano que vem ou podem permanecer no mesmo nível", disse o diretor de negociações do Performance Trust Capital Partners, Brian Battle. "Eles não vão ser menores, então se você é um investidor que viu ganhos na Apple, é melhor realizar o lucro antes disso."
A ação da Apple ainda acumula alta de 36% até agora em 2012, mas tem tido desempenho fraco recentemente. O papel agora tem baixa de mais de 20% frente à sua máxima histórica de US$ 705,07 em 21 de setembro.
Nesta quarta-feira, a empresa de pesquisa IDC disse que a Apple vai perder fatia de mercado no setor de tablets em 2012, com consumidores favorecendo aparelhos que operam a plataforma Android, do Google, em vez da popular linha de produtos iPad, da Apple.
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